domingo, 18 de junho de 2017

Hamilton Ganha Presente da Família de Senna e se Emociona: "Capacete do Meu Herói"


Quando li essa notícia automaticamente me lembrei de uma passagem do livro de Adriane Galisteu (Caminho das Borboletas) onde ela conta que Ayrton Senna, dias antes de morrer, encomendou um capacete igualzinho ao dele para dar-lhe de presente (a sua então futura esposa, a mulher que vivia com ele, sua amada, enfim...). Ela nunca o recebeu. A família do Ayrton, após a morte do piloto, nesses 23 anos, já presenteou a várias pessoas importantes esse capacete, e agora, por marketing, ofertou um para Lewis Hamilton, tricampeão de Fórmula 1.

Aconteceu aquilo tudo que muitos sabem com a Adriane, a família fez aquele papelão depois da morte do Ayrton, a maltrataram demais, por não considerá-la digna dele – a modelo era pobre na época. Eles não queriam que os dois ficassem juntos, se casassem. Naturalmente não iam fazer nada mais por ela, como dar esse capacete de presente ou continuar com a homenagem que Senna faria para ela na revistinha Senninha. Aliás, isso é o de menos, pior foi eles a terem expulsado da casa que vivia com Ayrton, em Portugal, bloquear a conta conjunta que tinham, impossibilitando que a modelo comprasse sua passagem de volta ao Brasil, dentre outras coisas.

Leiam o trecho do livro que Adriane fala sobre o capacete que Ayrton Senna mandou fazer para ela:

"Coroas de flores, soldados enfileirados, a bandeira sobre o caixão, o batalhão de fotógrafos - eu não conseguia fazer uma ligação entre meu namorado e o homem que recebia aquelas homenagens. Talvez meu estado cataléptico tenha me salvado de dores maiores. Imóvel, acompanhada apenas de minhas lágrimas ou de uma ou outra amiga que me vinha dar a mão, eu me mantive no mesmo lugar dia e noite. O pouco que saí foi para ver, lá fora, o espetáculo doloroso da multidão. Quando voltei, o capacete dele estava pousado no caixão. Olhava, e aquilo me machucava. Dias antes, o Celso (Lemos - então executivo da Senna Licensing e após a morte de Ayrton, diretor-geral do Instituto Ayrton Senna), que trabalhava com ele, tinha me avisado: "Ele quer lhe fazer uma surpresa. Encomendou um, igualzinho, pra você". Ainda espero por ele. Ou será que não devo esperar?"


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Eles (família) falam e respiram Ayrton Senna, tudo que são devem a ele... ao nome e prestígio dele, aos milhões que deixou...

O mínimo que tinham que ter feito era respeitar os sentimentos do Ayrton e tratar Adriane com muito respeito.

Ayrton repudiaria essa conduta cruel da família com qualquer outro semelhante, ainda mais se tratando da mulher que ele amava.

Viviane Senna e seus dois filhos Bianca e Bruno numa exposição de carros de Fórmula 1 de seu irmão falecido Ayrton Senna

Ayrton com os pais, irmãos, sobrinhos e cunhado


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Hamilton ganha presente da família de Senna e se emociona: "Capacete do meu herói"

Piloto britânico iguala marca histórica do ídolo brasileiro e é surpreendido com homenagem na pista. Presente foi enviado pela família de Senna




Por GloboEsporte.com, Montreal, Canadá
10/06/2017 15h34  Atualizado 10/06/2017 21h58


O dia 10 de junho de 2017 ficará marcado para sempre na carreira de Lewis Hamilton. Na tarde deste sábado em Montreal, o inglês conquistou a 65ª pole position na carreira e igualou o número de Ayrton Senna na Fórmula 1. Os dois estão na 2ª posição do ranking geral, só atrás de Michael Schumacher que tem 68. Levado para uma entrevista dentro da pista canadense, o piloto da Mercedes respondeu sobre a impressionante volta rápida de 1m11s459 - novo recorde - e foi agraciado com uma inesperada surpresa.

Envolto em um pano preto, o objeto misterioso foi então revelado, para choque do inglês, que até deixou cair o microfone no chão quando viu a peça. Lewis recebeu da família Senna, uma réplica do capacete usado pelo tricampeão brasileiro na temporada de 1987 da Fórmula 1, quando corria com a Lotus amarela. Bastante emocionado, o piloto da Mercedes chorou, e declarou:
- Estou tremendo. Para muitos de vocês, Ayrton foi o piloto favorito. Ele era o meu também. Receber isso, e empatar com ele é uma grande honra - disse Hamilton, que desde o início da carreira faz questão de dizer que Senna foi seu maior ídolo.



A surpresa, originalmente, estava prevista para acontecer no GP de Mônaco. Várias homenagens foram feitas a Ayrton Senna pelos 30 anos da sua primeira vitória em Monte Carlo. Bianca Senna, sobrinha do ex-piloto, estava no Principado e participou de vários eventos. Mas Lewis Hamilton teve problemas com a Mercedes e foi apenas o 13º colocado na classificação. Então, a réplica do capacete que Ayrton Senna venceu a corrida em Mônaco, em 1987, foi levado para o Canadá.




Mais tarde, Lewis escreveu uma declaração emocionada em sua conta no Instagram:
- Em absolutamente descrença com o que aconteceu hoje. Deus é verdadeiramente o maior. Meus sonhos mais loucos se tornaram realidade, e eu sou tão grato! Obrigado família Senna por esse presente inacreditável. O capacete do meu herói. UAU! Eu vou apreciar isso para sempre.

Postagem de Hamilton no Instagram (Foto: Reprodução)

Juntos em todos os lugares

Lewis Hamilton virou aquela criança que ganha um presente especial e não quer largar dele... E faz questão de mostrar para todos os amigos.


(Foto: EFE)

(Foto: Getty Images)

(Foto: Twitter/F1)

(Foto: Getty Images)

(Foto: Twitter/F1)

(Foto: Getty Images)

Lewis Hamilton no Canadá 2017 F1 (Foto: Reprodução)



FONTE PESQUISADA


GLOBO ESPORTE - Hamilton ganha presente da família de Senna e se emociona: "Capacete do meu herói". Disponível em: <http://globoesporte.globo.com/motor/formula-1/noticia/hamilton-ganha-capacete-de-ayrton-senna-e-se-emociona-no-canada-apos-65-pole-da-carreira.ghtml>. Acesso em: 18 de junho 2017.

sábado, 17 de junho de 2017

Alunos da escola Coronel Libório em Camocim, no Ceará, Fazem Homenagem a Ayrton Senna no 7 de Setembro (Fotos)



“Aqui no 7 de Setembro da escola Coronel Libório em Camocim”, escreveu o professor de matemática Tales Sousa em sua rede social ao postar as fotos em 07 de setembro de 2014.























FONTE PESQUISADA

SOUSA, Tales. Aqui no 7 de Setembro da escola Coronel Libório em Camocim. Disponível em: <https://www.facebook.com/talessousa/posts/10204593617669434>. Acesso em: 17 de junho 2017.

Senna: Tricampeão Festeja Dez Anos de Fórmula 1

Senna relembrou os tempos difíceis do começo da carreira, mostrou o orgulho por ter conquistado tantas coisas, e no final detonou seu maior rival Alain Prost

Ayrton Senna e o britânico Martin Brundle, rivais na Fórmula 3, categoria de base da Fórmula 1, batendo um papo no Grande Prêmio do Brasil 1994


O Globo, 25 de Março de 1994







FONTE PESQUISADA

Senna: Tricampeão festeja dez anos de F-1. O Globo, 25 de Março de 1994, Matutina, Esportes, página 28.



sexta-feira, 16 de junho de 2017

Por que a Família Senna não Gostava de Adriane Galisteu?

Artigo extraído do "The Last 96 Hours of Ayrton Senna" e do livro "The Life of Senna" 





Abaixo o Brilhante Artigo escrito pelo Britânico Dylan Jones um Jornalista e Editor de British GQ.

escrito no dia 9 de Maio de 1994

Na tarde de sábado a sua namorada, Adriane Galisteu, uma modelo de 21 anos de idade, estava chegando para se juntar a ele para todo a temporada europeia de Fórmula 1. Tinha sido um mês desde que ela tinha o visto no aeroporto em São Paulo, quando saiu para iniciar o seu desafio para o campeonato mundial de 1994. Eles ficaram juntos por 1 ano e Meio e ela era tudo o que ele gostava em uma mulher, de boa aparência, mas etérea, loira, seios pequenos e pernas longas, mas não muito alto.  Ela também era inteligente de uma maneira não óbvia, com uma percepção de coisas que nem sempre estavam claras. Ela entendia o que importava. Ele estava realmente ansioso pois domingo à noite, quando ele voltasse da Itália, eles iriam se reencontrar.

Ele arrumou uma pequena mala para as três noites que ele ia passar em um hotel em San Pietro, perto de Bolonha, ao mesmo tempo competir no Grande Prêmio de San Marino. Não houve jantares formais ou compromissos naquele fim de semana, por isso a necessidade de roupas eram mínimas. Com tudo pronto, ele comentou a Juraci que a vida não poderia ficar melhor do que era naquela manhã ensolarada no Algarve. Mas ele sempre dizia que para as pessoas ao seu redor, lembrando-os todos, e não menos a si mesmo, a sorte que todos deviam estar partilhando com ele que a Formula Um lhe dera.

Mas havia uma pequena irritação na sua vida naquela manhã gloriosa. Seu irmão, Leonardo, estava hospedado até domingo e estaria vindo com ele para Imola. Leonardo estava em uma missão de sua família para tentar convencê-lo a desistir de Adriane. Por vários tipos de razões a família, com exceção de sua mãe Neyde, que amava o que ele amava, detestava Adriane. Eles consideravam-na como pouco melhor do que uma camponesa, e não bom o suficiente para seu filho, o herói do Brasil. A verdade é que era da conta deles, que Senna amava a menina e, provavelmente, pedir-lhe para casar com ele quando este temporada terminasse. Mas esta família era muita apertada, muito apertada, e, geralmente, tudo era assunto de todos dentro de um círculo de seis pessoas - Milton seu pai, sua mãe, sua irmã Viviane, seu irmão e marido de sua irmã.  A Chegada de Adriane marcaria o início de um longo período vivendo juntos quando ele não voltaria ao Brasil por seis meses, algo que ele nunca tinha feito antes. Esta decisão precipitou uma briga de família, e Leonardo havia sido enviado para tentar mudar a mente de Ayrton. Na ultima semana de sua vida, Senna e Leonardo haviam trocado insultos e palavras duras, senna não queria se separar de Adriane por causa da Família. Senna não se comoveu com os argumentos de Leonardo. Ele estava decidido em em viver em Portugal com Adriane, mesmo que isso significasse a ver muito menos eles, especialmente Leonardo, como ele sabia que seu irmão não voltaria a Portugal, enquanto Adriane estava por perto.

Senna passou o seu tempo entre dois grupos apertados: sua família, com quem se reunia no Brasil, e o seu círculo privado de amigos, que era tão apertado como o seu grupo familiar, e com quem ele passou um tempo na Europa. Adriane fazia parte deste segundo grupo que consistia de cerca de uma dúzia de pessoas liderado por Antonio Braga, um brasileiro rico que também dividiu seu tempo entre Brasil e Portugal. Esse segundo grupo tinha abraçado Adriane, ao contrário de sua família, e muitas dessas pessoas, incluindo Adriane, o acompanhavam ao redor do mundo com ele nas corridas. Ele gostava de tê-los ao redor. A próxima corrida em Ímola não seria diferente.

A disputa de família tinha o incomodado, pois significava que Adriane não poderia se juntar a ele em Imola para o fim de semana, quando Leonardo estava por perto. Se ela fazia, havia o perigo de isso vir a público e Ayrton Senna não lavava roupa suja em público.

No seu ultimo dia na Mansão do Algarve, Juraci preparou um café da manhã leve para ele e Leonardo, que estava retornando ao Brasil após o Grande Prêmio de San Marino. Ela, então, levou-os de carro ao aeroporto de Faro, onde o capitão Owen O'Mahoney estava esperando no jato particular de Senna BAe HS125 voaram para Munique para uma reunião de manhã com executivos da Audi. Senna vinha negociando para assumir a franquia Audi no Brasil. Esta foi uma reunião para finalizar os termos. Poucas horas após o desembarque eles estavam prontos para decolar novamente desta vez para Forli perto de Bolonha. De Forli os irmãos iriam de helicóptero para Pádua e a fábrica de bicicletas Carraro.Senna tinha um novo acordo com Carraro para a fabricação de uma bicicleta de fibra de carbono chamado de Senna, que levaria o logotipo de seu famoso duplo 'S'. Que tinha sido planejada há algum tempo e foi um dos muitos novos produtos sob ao famoso "duplo S ' marca Senna. Ele também foi para importar as bicicletas Carraro no Brasil. Irritantemente, o argumento sobre Adriane continuou no avião.  Senna não conseguia entender porque sua família estava tão chateada.



FONTES PESQUISADAS

RUBYTHON, Tom. The Life of Senna. 1º Edição Sofback. London: BusinessF1 Books, 2006.


JONES, Dylan. The last 96 hours of Ayrton Senna. Disponível em <http://8w.forix.com/senna1994.html>. Acesso em: 30 de novembro 2011.


Leia também:

Ayrton Senna pretendia assumir o noivado com Adriane Galisteu depois do GP de Imola

Revista Caras 29 de Abril de 1994 - 2 dias antes de sua Morte


Assistam os Vídeos

Velório e Enterro Ayrton Senna - Família Senna Despreza Adriane Galisteu e Apoia Xuxa Video Inédito






Adriane Galisteu, Xuxa e Viviane Senna Revistas da Época da Morte de Ayrton Senna 1994



Ayrton Senna e Adriane Galisteu namoraram um ano e meio. Os dois moravam juntos quando o piloto sofreu o acidente que o matou, em 1994.

Ayrton Senna Mostra Como se Pilota um Honda Civic em Suzuka

Dalmo Hernandes 
8 junho, 2017
FlatOut - flatout.com.br


Não é novidade para ninguém a forte ligação de Ayrton Senna com a Honda durante seus anos na McLaren, a equipe com a qual o brasileiro conquistou seus três títulos em 1988, 1990 e 1991. Há uma mística em torno de seu envolvimento em projetos de rua da marca, como o Honda NSX – esportivo que, segundo consta, teve o acerto final de suspensão definido com a ajuda de Senna – e é fato que o brasileiro era muito estimado pelo fundador da companhia, Soichiro Honda.

O ano de 1989 pode não ter sido o melhor para Senna, que teria toda a razão em querer descansar depois da temporada, mas não o impediu de fazer uma pequena participação em um programa de TV que a gente conhece muito bem: o Best Motoring, que naquela época ainda não era International.

Claro, todos sabemos que Senna participou do Best Motoring em um especial sobre o Honda NSX, que registrou sua famosa volta com o carro em Suzuka. Mas o programa japonês sobre automobilismo também deu ao então campeão de Fórmula 1 a chance de testar outro Honda, um Civic SiR de corrida, no circuito.


Este vídeo é relativamente conhecido, com um bom punhado de uploads diferentes no Youtube, mas este é o único com legendas em inglês (que podem ser traduzidas para o português automaticamente pelo Google). Trata-se do quatro “Key’s Column” no Best Motoring, apresentado por Takayuki “Key” Kinoshita, experiente piloto de turismo que está na ativa até hoje e também é jornalista automotivo – atualmente, ele é integrante da bancada que escolhe o “Carro do Ano” no Japão. Na época, porém, ele era apenas um iniciante nas pistas, sendo a temporada de 1989 sua primeira no Campeonato Japonês de Carros de Turismo.

No vídeo, o próprio Kinoshita é o primeiro a acelerar, e pode ser visto contornando a famosa curva Spoon do circuito de Suzuka, que tem este nome pois, vista de cima, lembra mesmo uma colher (ou “spoon” em inglês) e tem dois pontos de tangência, e uma saída longa, que tende a levar o carro a um sub-esterço. O carro é o Honda Civic EF9 que competia na categoria N1 do JTCC, equipado com uma versão de 170 cv do motor B16. Na época, o comando variável VTEC ainda era novidade – na verdade, o B16 foi o primeiro motor Honda a contar com o recurso, que alterava significativamente o comportamento do motor dependendo da faixa de rotações. Já explicamos seu funcionamento aqui antes:

O VTEC (sigla para Variable Valve Timing and Lift Electronic Control, ou “Controle eletrônico variável de tempo e levante de válvulas”, em uma tradução literal) trazia árvores de comando com dois conjuntos de ressaltos (ou “perfis”) — um para rotações baixas e outro, para um regime de funcionamento mais alto. A partir de uma determinada quantidade de rotações por minuto, a central de controle do motor é alternada entre os perfis. Essa mudança de atuação sobre as válvulas é fortemente percebida e por isso ficou conhecida como “VTEC kick”.

A preparação para a pista era simples, incluindo a remoção do catalisador e instalação de uma ECU programável para chegar aos 170 cv a 7.600 rpm e 16,5 mkgf de torque a 7.000 rpm. O giro máximo do motor é de 8.200 rpm nos carros de rua, mas não duvidamos que o limite fosse um pouco maior nos carros de competição – é só ouvir o berro do quatro-cilindros para entender do que estamos falando.

A curva Spoon, no canto superior esquerdo

A ideia é mostrar a melhor maneira de contornar a curva Spoon, aparentemente. Depois de Kinoshita, é a vez de Kiyoshi Komoda, que também é piloto e apresentador do programa (mais tarde ele ainda se tornaria instrutor do curso de pilotagem da BMW no Japão). Kinoshita comenta como se preocupou demais com a câmera filmando sua tentativa e, por isto, acabou saindo de traseira na entrada da curva, o que prejudicou seu desempenho.

Então, é a vez de Ayrton Senna pegar o Civic, acompanhado por Satoru Nakajima, que também estava na Fórmula 1 na época, no Honda CRX EF8 – versão fastback do Civic de quarta geração, pace car oficial do campeonato de turismo e equipado com o mesmo conjunto mecânico. Satoru comenta que o estilo de pilotagem de Senna é bastante eficaz, e chama a atenção para o modo como Senna cutuca o acelerador do carro para controlar sua trajetória. Trata-se da técnica de aceleração intermitente do Senna (você pode notá-la por volta de 1:36 do video), algo bastante peculiar e que era usado por alguns kartistas dos anos 1970. É uma forma de procurar balancear a aderência entre a dianteira e a traseira, mitigando um pouco do sub-esterço nas saídas de curva. É bastante difícil de executar de forma a realmente se ganhar tempo.

Ele também elogia o desempenho dos dois, que se saem muito bem apesar de estarem acostumados a máquinas completamente diferentes. O detalhe é que a filmagem aconteceu no dia seguinte ao GP do Japão de 1989, do qual Senna foi desclassificado por evitar uma chicane após o esbarrão forçado por Alain Prost, que se beneficiaria com um abandono do brasileiro. Como já contamos aqui, Senna voltou à pista pela única saída possível – cortando a chicane — e a punição lhe custou o título.

Na segunda metade do quadro da Best Motoring, Nakajima dá uma volta de demonstração em um dos carros em um onboard com um dos instrutores, e podemos ver detalhadamente a tocada para contornar o circuito japonês com eficiência: as marchas usadas em cada curva, o traçado ideal e, com alguma estimativa, a velocidade aproximada em cada trecho.

Nakajima e Senna já haviam sido colegas de equipe na F1 – em 1987 na Lotus, que naquele ano começara a usar motores Honda. Ou seja: de certo modo, ambos já tinham história com a fabricante japonesa. Em 1989 Nakajima continuava na Lotus (que passou a usar motores V8 Judd), mas era parceiro de Nelson Piquet, que fora para a Lotus em 1988, logo após a saída de Senna.



Curiosamente, haveria um novo embate entre Senna e Nakajima no ano seguinte, 1990. E foi em Interlagos: o brasileiro liderava a prova e tinha uma volta de vantagem sobre o japonês. No entanto, na hora de ultrapassar, houve contato entre os dois carros e, com o bico quebrado, o McLaren de Ayrton ficou com a aerodinâmica fortemente prejudicada, custando-lhe a vitória. Nakajima terminou em oitavo, Senna em terceiro.



FONTE PESQUISADA

HERNANDES, Dalmo. Ayrton Senna mostra como se pilota um Honda Civic em Suzuka. Disponível em: <https://www.flatout.com.br/ayrton-senna-mostra-como-se-pilota-um-honda-civic-em-suzuka/>. Acesso em: 16 de junho 2017.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

A Mulher Ideal

SENNA VIVE OPINIÃO

*As opiniões mais relevantes dos fãs, dadas através dos canais de comunicação do Senna Vive.


Ayrton estava muito feliz com Adriane pois encontrou finalmente uma mulher que se mantivese ao seu lado nas viagens, se sentia solitário e já maduro, pelas entrevistas, falava de formar uma família e isso só seria possível ao lado de uma mulher disposta a renunciar muitas coisas, e ela deu essa prova de amor.

Marcia Lima, através do Youtube em 2016.




A chegada de Adriane a Portugal marcaria o início de um longo período vivendo juntos quando Ayrton não voltaria ao Brasil por seis meses, algo que ele nunca tinha feito antes. Provavelmente eles se casariam no fim desse período. - Tom Rubython, biógrafo de Ayrton Senna, em seu livro The Life of Senna.


"Ayrton realmente amava Adriane e ela não era mais uma garotinha na vida dele, como ele falou para pessoas chegadas..." - Francisco Santos, biógrafo de Ayrton Senna, em seu livro “Ayrton Senna Saudade”.



FONTES PESQUISADAS

SANTOS, Francisco. Ayrton Senna Saudade. Edição Brasileira. São Paulo: EDIPROMO, 1999.

SENNA VIVE YOUTUBE - Adriane Galisteu e Ayrton Senna na Australia 1993 . Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=wW5tQ6EtUts>. Acesso em: 15 de junho 2017.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Por Que as Poles de Ayrton Senna Ainda Impressionam Tanto?


POR DANIEL MÉDICI
grid.blogfolha.uol.com.br
14/06/2017  06:00

No último GP do Canadá, Lewis Hamilton igualou a histórica marca de 65 pole positions de seu ídolo de infância, Ayrton Senna. O inglês comemorou, agradeceu e chorou ao receber um capacete do piloto brasileiro em homenagem ao feito.

Interessante notar que o número nem sequer mais é um recorde. Antes tido como imbatível, foi superado por Michael Schumacher, no GP de San Marino de 2006. Ao fim da carreira, o heptacampeão somava 68 vezes em que largou na primeira posição.

Ainda assim, Senna é a referência quando se fala em treinos de classificação. Pode-se argumentar que Ayrton demorou 75 GPs a menos para chegar ao mesmo número que Schumacher, e só parou de fazer pole positions depois de um acidente fatal.

Mas desconfio que os números não contam toda a história.

Quando Senna estreou na F-1, nos anos 1980, a posição de largada era quase uma formalidade. Os resultados finais da corrida praticamente independiam do grid, exceto em circuitos muito travados, como Mônaco. De resto, dada a facilidade com que eram feitas as ultrapassagens, teria sido até razoável trocar as sessões de qualificação em Silverstone ou Kyalami por um sorteio.

Senna, por sua vez, adotava uma estratégia à época bastante particular nas suas provas. Ele havia percebido que tirava melhor proveito do carro, em relação aos adversários, nas primeiras voltas, quando temperaturas de freios, pneus e óleo estavam longe do ideal. Assim, se largasse na frente, poderia estabelecer uma grande vantagem de início e controlar a liderança. Foi isso o que fez, sempre que possível, pelo resto da carreira.

Quem viu Senna correr, ou que trabalhou com o brasileiro, porém, diz que a motivação do piloto ia muito além. Conseguir a melhor volta em uma sessão era uma obsessão pessoal —mesmo que ninguém ameaçasse chegar perto de sua melhor marca, Ayrton costumava insistir em ir para a pista, se sentisse que poderia melhorar.

“Senna sempre queria ir mais rápido, não necessariamente porque alguém havia batido seu tempo —apenas porque ele queria ir mais rápido sempre que ia para a pista”, disse um dos engenheiros do piloto na McLaren, Tyler Alexander, ao biógrafo Tom Rubython.

Alexander, em seu depoimento, afirmou que a equipe sabia quando Ayrton estava muito motivado para fazer uma volta rápida porque ele pedia para que apertassem ainda mais o cinto de segurança, como se para estar em maior sintonia com o carro.

Senna estreia marcando a pole position pela McLaren no GP Brasil de 1988 (Jorge Araújo/Folhapress)

Em duas horas de corrida, ninguém pilota no limite o tempo todo, mas isso é perfeitamente possível em uma única volta rápida, explicava Senna. Por isso, ele tinha uma relação quase mística com as sessões de classificação.

Às vezes, até literalmente mística: nos treinos para o GP de Mônaco de 1988, Senna declarou que, volta após volta, sentia-se cada vez mais focado, como se estivesse dentro de um túnel, ao longo de toda a pista. Naquele ano, não havia pneus de classificação nem limite máximo de voltas por sessão, de forma que os pilotos podiam dar várias voltas seguidas nos treinos oficiais. De repente, em meio ao quase nirvana que depois relatou, se deu conta do perigo que corria ao perder a noção do seu próprio limite, entrou nos boxes e não voltou à pista. Não era necessário: havia cravado um tempo 1s427 melhor que o segundo colocado, ninguém menos que Alain Prost, com um carro idêntico.

Para muitos, essa foi a melhor volta de classificação já feito pelo brasileiro, talvez só igualada pela que registrou no GP do Japão de 1989. Em Suzuka, sua diferença, foi de 1s730, outra vez para Prost. Foi a maior diferença percentual para o segundo no grid que Senna marcou na F-1.

Para completar a lista de melhores poles, a jornalista alemã Karin Sturm escreve, na biografia que fez sobre o tricampeão, que Ayrton considerava ter superado seus limites nos treinos para o GP de Portugal de 1985 (o mesmo no qual marcaria a primeira vitória), o GP da Itália de 1990, o da Espanha de 1990 (após o acidente gravíssimo de Martin Donnelly), o do Brasil de 1991 e o da Austrália de 1993.

Os portugueses também se lembram das derrapagens controladas no Estoril em 1986. E muita gente de peso, como Helmut Marko, considera inesquecível a penúltima pole da sua vida, no GP do Pacífico de 1994, em Aida. Mas o próprio Senna, na coletiva de imprensa após sair do carro, demonstrou não compartilhar da mesma opinião quanto a última.

Hamilton deve quebrar o recorde de Schumacher ainda em 2017. Mas não será surpresa caso não se emocione tanto quanto o fez em Montreal.



FONTE PESQUISADA

MÉDICI, Daniel. Por que as poles de Ayrton Senna ainda impressionam tanto?. Disponível em: <http://grid.blogfolha.uol.com.br/2017/06/14/por-que-as-poles-de-ayrton-senna-ainda-impressionam-tanto/>. Acesso em: 14 de junho 2017.