quarta-feira, 29 de setembro de 2021

domingo, 26 de setembro de 2021

Senna 1990 San Marino (Foto)


Senna 1990 San Marino

Treinos do GP de San Marino, Ímola, 12/05/1990

Senna 1990 San Marino

05/12/1990, Trials GP San Marino, Imola

sábado, 25 de setembro de 2021

GP San Marino, Imola, Williams em 29/04/1994 (Foto)

GP San Marino, Imola, Williams em 29/04/1994

Autor / Copyright: Bruno Fablet, L'Équipe


GP San Marino, Imola, Williams stable 04/29/1994

Author / Copyright: Bruno Fablet, L'Équipe

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Senna responde à FIA: "Nada a declarar"



O Fluminense

Niterói, sexta-feira, 12 de janeiro de 1990

ANGRA DOS REIS – o piloto Ayrton Senna, campeão do mundo de Fórmula 1 de 1988 e vice em 89, se negou ontem a comentar as declarações do Presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), Jean-Marie Balestre de que cancelaria sua Superlicença se ele não se retratasse publicamente. “Não tenho nada a declarar”, disse Ayrton Senna, parodiando o ex-Ministro da Justiça, Armando Falcão, ao atender a imprensa apenas por alguns minutos na porta da mansão do empresário paulistano Antônio Carlos de Almeida Braga, no condomínio Portogalo, em Angra dos Reis, onde está passando férias desde segunda-feira com os irmãos. Ao ser perguntado se já tinha feito contato com sua escuderia, a McLaren, o campeão do mundo apenas sorriu. “Não tenho nada a declarar”, insistiu.

Ayrton Senna resolveu atender os repórteres que o esperavam há quase duas horas depois de ler os jornais que traziam a notícia de que Jean-Marie Balestre exigia uma retratação pública do piloto – caso contrário, não renovaria sua Superlicença.




FONTE PESQUISADA

O FLUMINENSE - Senna responde à FIA: "Nada a declarar". O Fluminense, sexta-feira, 12 de janeiro de 1990, Esportes.


 

'Fórmula 1 precisa de carros para correr na chuva no futuro', afirma Jean Todt

Corrida em Spa-Francorchamps teve que ser abandonada após três voltas atrás de um safety car porque condições não eram boas o suficiente para permitir prova

Agência Estado

@otempo

22/09/21

10h04

O Tempo - otempo.com.br

Ícone brasileiro, Ayrton Senna era conhecido por sua habilidade em pilotar na chuva — Foto: Reprodução / Instituto Ayrton Senna

A próxima geração de carros da Fórmula 1 deve ser projetada para correr na chuva para evitar uma repetição do GP da Bélgica. A ideia foi sugerida pelo francês Jean Todt, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA, na sigla em francês). A corrida do mês passado em Spa-Francorchamps teve que ser abandonada após três voltas atrás de um safety car porque as condições não eram boas o suficiente para permitir a prova.

O dirigente francês também apoiou a escolha dos comissários de prova na disputa do GP da Bélgica, visando a integridade dos pilotos. "Muitos criticaram o que foi decidido em Spa, mas o que teria acontecido se, após a largada, tivéssemos um acidente com 10 carros que resultasse em pilotos feridos ou pior? Seríamos massacrados, mesmo que ninguém se machucasse. Para os regulamentos de 2025 devemos pensar em ter carros que possam ser pilotados mesmo na chuva", opinou Jean Todt.

"Você se lembra de (Niki) Lauda em Fuji (Japão) em 1976? Ele foi o único dos pilotos a desistir de correr na chuva. Hoje, todo piloto pensa como Lauda pensava então", prosseguiu o francês, que crê que o assunto precisa ser tratado no futuro e calcula que quando a próxima grande revisão das regras for planejada - provavelmente coincidirá com unidades de força totalmente novas de 2025 - que o funcionamento em tempo úmido precisa ser levado em consideração.

Já o ex-piloto austríaco Gerhard Berger acredita que a Fórmula 1 tinha que fazer uma escolha entre nunca correr na chuva ou seguir em frente quando as condições não são as ideais. "Para ser honesto, não tenho simpatia por isso", disse sobre as consequências de Spa. "Minha opinião é: você tem que decidir de antemão se quer fazer corridas na chuva ou não. Nos Estados Unidos (em ovais), eles decidiram não fazer corridas com chuva, o que é bom e todo mundo sabe disso".

No GP da Bélgica, a primeira largada atrasou 30 minutos por causa da chuva. A tentativa de iniciar a prova foi interrompida após a primeira volta, após reclamações dos pilotos por falta de visibilidade. A pausa, porém, se estendeu por mais de três horas Uma nova tentativa, do pit lane - com a contagem regressiva de 60 minutos - foi feita, mas a prova foi novamente paralisada e encerrada com uma volta.

Assim, foram validadas as posições do treino oficial de classificação do sábado, valendo a vitória do holandês Max Verstappen, da Red Bull, e o pódio do britânico George Russell, segundo colocado com a Williams, e do compatriota Lewis Hamilton, terceiro com a Mercedes. Porém, apenas metade dos pontos foram computados, já que menos de 75% da corrida foi concluída.


FONTE PESQUISADA

O TEMPO - Como uma briga envolvendo Senna ajudou Galvão Bueno a sair da Globo. Disponível em:<https://www.otempo.com.br/superfc/outros/formula-1-precisa-de-carros-para-correr-na-chuva-no-futuro-afirma-jean-todt-1.2545277>. Acesso em: 23 de setembro 2021.

Ayrton Senna no GP da Espanha de F1 - Jerez 01/10/1989 com a McLaren Honda (Foto)

Ayrton Senna no GP da Espanha de F1 - Jerez 01/10/1989 com a McLaren Honda.

Autor / Copyright: Bernard Bakalian


Ayrton Senna at the Spain F1 GP - Jerez 01/10/1989 with McLaren Honda.

Author / Copyright: Bernard Bakalian

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Como uma briga envolvendo Senna ajudou Galvão Bueno a sair da Globo

 tvhistoria.com.br

 22 de setembro de 2021 | 00:45

Após muitas décadas, a Globo deixou de exibir Fórmula 1 neste ano, perdendo os direitos de competição para a Band após não chegar a acordo com a Liberty Media, proprietária da categoria.


A história da competição com a emissora carioca teve início nos anos 1970, quando Emerson Fittipaldi corria pela Lotus e faturava o primeiro título para o Brasil. Desde então, fomos testemunhas do sucesso de Nelson Piquet e de Ayrton Senna (1960-1994), além das vitórias de Rubens Barrichello e Felipe Massa. A Globo investia muito nas transmissões e o esporte caiu no gosto popular graças às conquistas dos pilotos brasileiros nas pistas do mundo.

Sem sombra de dúvidas, existem dois personagens que ajudaram a popularizar a F1 no Brasil: Galvão Bueno e Reginaldo Leme. Os dois comandaram inúmeras e memoráveis transmissões, com uma química forte, seja na narração apaixonada do Galvão, seja nos comentários técnicos de Reginaldo. Porém, esse “casamento” teve seus altos e baixos e quase teve uma ruptura por conta de uma briga envolvendo Ayrton Senna.



Em 1990, Senna disputava o bicampeonato contra Alain Prost, ganhador do campeonato do ano anterior de forma nenhum pouco esportiva. Naquele GP do Japão, antes da primeira curva da volta inicial, Senna bateu em Prost e os dois saíram da corrida, fazendo com que o piloto brasileiro se tornasse bicampeão.

Reginaldo, que estava cobrindo o evento no Japão, não poupou críticas à atitude de Senna na corrida, o que irritou Galvão, amigo do piloto. Durante a exibição, eles não trocavam palavras, o contato era mínimo.



No livro Ayrton – O Herói Revelado, de Ernesto Rodrigues, a irritação de Galvão foi tão grande que ele ameaçou abandonar a narração, sendo impedido por Marco Mora, coordenador da transmissão.

O auge das críticas de Reginaldo a Senna foi durante o pódio do grande prêmio, vencido por Nelson Piquet. O comentarista elogiou Piquet e afirmou: “Nelson Piquet: é de gente como você, é de homem como você que o esporte brasileiro precisa”, alfinetando o rival. Galvão ignorou e exaltou Senna, dizendo que ele era, de fato, o campeão do ano.

Ayrton soube dos comentários e rompeu com Reginaldo: a partir disso, os dois não se falaram mais. A solução encontrada pela Globo foi contratar Roberto Cabrini, que fazia a cobertura do campeonato pelo SBT, para entrevistar o piloto brasileiro. Na temporada de 1991, a emissora carioca teve que fazer malabarismo por conta de toda essa briga.


Esse desentendimento pesou nos planos de Galvão para sair da Globo e seguir o caminho de Luciano do Valle que, além de narrador, era também um empresário do esporte.

Para esse tipo de trabalho, não haveria espaço para ele na emissora. Galvão acabou indo para a pequena Rede OM, em 1992, cuidando do departamento de esporte e transmitindo a Libertadores da América daquele ano.

Essa empreitada não deu certo e, em 1993, Galvão voltou para a Globo. Em 1992, Reginaldo Leme fez as pazes com Ayrton Senna e voltou às boas também com o narrador, tendo trabalhado no canal até 2019. Atualmente, está justamente na Band, trabalhando na cobertura da categoria.


FONTE PESQUISADA

MARCKEZINI, Fabio. Como uma briga envolvendo Senna ajudou Galvão Bueno a sair da Globo. Disponível em:<https://tvhistoria.com.br/senna-ajudou-galvao-bueno-sair-globo/>. Acesso em: 22 de setembro 2021.