sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Prost lamenta "papel de vilão" no filme de Ayrton Senna


Alain Prost admitiu em entrevista à CNN ter somente um grande arrependimento na carreira: aparecer como "vilão" no filme 'Senna', que reconta a carreira de Ayrton Senna. Quatro vezes campeão da Fórmula 1, o francês foi o maior adversário do brasileiro nos autódromos pelo planeta entre as décadas de 1980 e 90, com a rivalidade atingindo o auge nas temporadas de 1989 e 1990.
Os dois pilotos, companheiros de McLaren, protagonizaram um dos lances mais marcantes da história recente da F1 no GP do Japão, em Suzuka, em 1989. Prost e Senna colidiram e deixaram a corrida, feito que garantiu ao francês o título daquela temporada.

Exatamente um ano depois eles se reencontraram em situação oposta e Senna não perdeu a oportunidade. Logo na primeira curva, jogou o carro em cima de Prost e ficou com o título. Eles chegaram a fazer as pazes, mas a reconciliação ficou para segundo plano no filme, que relata a rivalidade ente os dois gênios do automobilismo.

"O único arrependimento que eu tenho da minha carreira é assistir a um filme como este do Ayrton", disse Prost à CNN. "É preciso contar tudo de maneira correta e é preciso aceitar que todos têm qualidades e defeitos. Não é que um seja o bom e o outro seja o mau", acrescentou.

Prost colaborou com o script escrito por Manish Pandey para o filme de Senna, mas não gostou da maneira que a reconciliação foi contada no roteiro. "Fiquei muito decepcionado. Na minha idade, seria legal mostrar para as pessoas, ao mundo, que eu era um pouco diferente. Mas, no fundo, eu sei como realmente aconteceu a história", discursou.

Em sua defesa, Pandey explicou que seria muito difícil compilar em apenas 100 minutos (duração do filme) toda a história de Senna. Entretanto, defendeu-se: "'Senna' não é um filme sobre uma rivalidade esportiva, senão seria chamado 'Senna x Prost'. A rivalidade entre eles foi um elemento importante na nossa história, mas apenas um dentro muitos", concluiu.


FONTE PESQUISADA

Prost lamenta "papel de vilão" no filme de Ayrton Senna. Disponível em: <http://esportes.terra.com.br/automobilismo/formula1/prost-lamenta-quotpapel-de-vilaoquot-no-filme-de-ayrton-senna,cd19d93d3daab310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html>. Acesso em: 31 de dezembro 2013.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Depoimento Tchê Sobre Ayrton Senna



MENINO AYRTON MARCOU MINHA VIDA"

Lucio Pascual Gascón. O "Tchê". mecânico' de kart

"Sou espanhol de Segóvia e cheguei ao Brasil (São
Paulo-SP) em março de 1960, coincidentemente 
na semana do nascimento do menino Ayrton Senna da 
Silva. Larguei o ofício de ferramenteiro para me dedicar a 
preparar karts. Emerson Fittipaldi e José Car/os Pace 
passaram por minha oficina. Mas aquele que marcou 
minha vida foi o menino Ayrton. Tanto que em meu car- 
tão (desde julho de 1973) uso uma foto da bandeirada 
que dei na primeira vitória dele no kart. Me lembro até 
hoje daquele menino franzino de 13 anos que me pediu 
para consertar um motor em apenas dois dias. Os olhos 
dele me imploravam para que eu desse o meu melhor. E 
até hoje não sei o que me fez varar duas rnadruqadas . 
para colocar o motor em ordem. E com esse motor ele 
ganhou sua primeira corrida navida.
Desde então, Ayrton não me largou. Enquanto esteve no 
kart, ele praticamente usava minha oficina como sua 
casa. Esperto, para não me dividir com outros pilotos, 
atendia aos têlefonemas e dizia que eu não estava. Em 
mais de AO anos de kart, fiz muitos campeões, mas 
nenhum como o Ayrton. Além de talentoso, ele era faná- 
tico por treinar, sem ligar para chuvas e trovoadas. Os 
poucos que iam para a chuva davam 15 voltas, ele dava 
mais de 80. Por isso, vencia corridas. Em todo o tempo 
em que estive com o Ayrton, minha única frustração foi 
não tê-Io acompanhado no Mundial de Kart de 1979. Lá 
no Estoril, ele foi roubado e teve que calar o bico porque 
não tinha chefe de equipe. 
O maior tesouro que tenho é uma carta escrita de pró- 
prio punho pelo Ayrton me fazendo confidências sobre as 
corridas européias de kart. Essa carta é tão valiosa que 
eu a guardo num cofre, pois todo o resto que eu tinha do 
Ayrton me foi roubado num assalto à oficina, em 1991." 




Milton Nascimento e Ayrton Senna - Canção da América


Milton Nascimento teve em Senna mais do que uma inspiração. Eles se conheceram no início da cami- 

nhada de Senna na F-1 , e a expressão" grande amizade" é a que melhor espelha o relacionamento entre os dois ídolos. Milton sente muito a fa
lta do amigo que partiu, e a foto em preto e branco que registra um encontro dos dois é a única a ter espaço sobre o piano de cauda do artista em sua casa no Rio. De todas as músicas interpretadas por Milton, "Canção da América", que diz que "quem cantava chorou ao ver seu amigo partir", era a favorita de Ayrton. Em depoimento exclusivo para esta edição, Milton Nascimento fala com carinho do amigo que partiu: 


"Do Ayrton jamais vou esquecer as caridades que ele 
fazia e a nenhuma recusa dele em dar autógrafos, tratando a todos com uma paciência que nem eu tenho de vez em quando. Antes mesmo de ele falar que sua música preferida era 'Canção da América', eu já sentia isso na sua maneira de ser amigo. Então, quando me falou a respeito dela, não foi nenhuma novidade para mim. Ayrton está sempre presente em minha cabeça. Uma coisa que me deixou impressionado com relação a ele eram as minhas idas ao Japão. Nas entrevistas que eu dava, falava mais dele do que de mim. Ayrton Senna era o Imperador do Amor no Japão. Ele deixou para o mundo seu espírito de vencer, a simplicidade e o amor que tinha ao Brasil. ..


Existiu muito preconceito com a Adriane na época que ela era noiva do Ayrton




Existiu muito preconceito com a Adriane na época que ela era noiva 
do Ayrton. Sim noiva, já eram praticamente casados, pois moravam juntos, mas sim Ayrton queria oficializar. Adriane já fazia parte da familia Senna porque Ayrton já tinha assumido ela como esposa e todos os problemas dela, tinham já até conta conjunta, que Ayrton tinha acabado de abrir para os dois meses antes do acidente. Vi a mesma Patricia, por ai a fora na internet, dizendo que o motivo da família Senna não ter aceitado Adriane não era a fato da mesma ser pobre porque o Instituto Ayrton Senna, comandado pela família ajudava os pobres. Mas daí um pobre conviver com eles? Fazer parte da família? Seus problemas invadirem a sua casa. Eles podem enxergar grandes valores em uma pessoa pobre, gostar, serem amigos. Mas se uma pessoa assim fizer parte da família? Ser um SENNA também? Ter um filho com o sangue deles? Eles gostariam da Adriane, enxergariam grandes valores nela se ela não tivesse ultrapassado essa barreira social. Quebrado esse muro. Não tivesse ficado entre Ayrton e Xuxa, pois eles ainda tinham esperança de Ayrton um dia casar com ela. Tanto que Adriane comenta em seu livros os elogios que a família fazia a Xuxa. Imagina o choque que tiveram quando Adriane disse que morava na Lapa em São Paulo, um bairro dominado por traficantes na época e que acabaram viciando seu irmão. Que não tinha mais pai e etc... Ayrton não era homem de brincadeira. Ele não namorava por namorar. Não estava com ela por estar. Ele tinha a assumido como mulher dele e a levaria ao altar muito em breve. Porque a família estava tão preocupada com o futuro dessa relação? Porque sabia que estava sério demais. Eles não iriam se esforçar tanto para separa-los se fosse uma coisa passageira. Enfim reduziram a ela a uma simples namorada quando ele morreu, mas na verdade era muito mais que isso, era noiva dele. Já esposa porque moravam juntos. Assim como o Emerson Fittipaldi de morar anos com a esposa e terem dois filhos, agora que vai oficializar. Tudo bem que a família Senna é um pouco das antigas, mas Ayrton ia oficializar tudo com o tempo. Então enfim, o preconceito existiu e ainda existe nessa união dois dois. Se Adriane fosse a altura deles, não teria passado nenhum constrangimento. Mas ela com a cabeça sempre erguida, aquela menina sem muita cultura para andar no meio de pessoas ricas, se tornou uma senhora elegante. Mostrando que ninguém escolhe onde nasce, mas pode escolher aonde quer chegar... Em meio a tantas desgraças que acontecem com meninas jovens, assassinadas, humilhadas. Adriane foi mais uma vitima...









sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Adriane Galisteu Visita Tumulo de Ayrton no Dia dos Finados

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Entrevista Adriane Galisteu Revista Manchete - 19/11/1994 - Dossiê da Saudade

Não foi bem no dia dos finados, como foi parentes e amigos de Ayrton, ainda triste pela humilhação que passou no enterro. Adriane espera 2 semanas para visita-lo. E concede uma entrevista bem sincera e comovente a revista manchete. Muito boa a entrevista.













Adriane Galisteu: Encontro marcado com a saudade 

No dia dos finados, milhares de fãs, amigos e parentes lotaram o cemitério do Morumbi, em São Paulo, para homenagear o piloto Ayrton Senna. Mas um rosto estava ausente: o de Adriane Galisteu. Para fugir do assédio da multidão e, sobretudo, da imprensa, a modelo esperou uma semana para, então, chorar a saudade de quem foi o seu grande amor. Um momento de dor e emoção, registrado pelas lentes da Manchete.

Foi um sonho que durou exatos 405 dias. Tudo começou no verão de 93. Quando Adriane Galisteu, 21 anos, a menina pobre, nascida e criada no bairro da Lapa, em São Paulo , trocou a rotina das fotos para as agências de publicidade pela vida agitada das viagens internacionais, jantares e recepções ao lado do jet set, na condição de namorada de Ayrton Senna, um dos melhores pilotos de Fórmula 1 de todos os tempos.

No dia primeiro de maio deste ano, um acidente na curva Tamburello, no circuito de Imola, pôs fim ao sonho e ficou devendo ao conto de fadas um final feliz. Desde então, para Adriane, a vida tornou-se um pesadelo: “Às vezes penso que estou dormindo e vou acordar. Custo a me convencer de que Ayrton nunca mais estará ao meu lado...”

Com a morte de Senna, a vida de Adriane, mais uma vez, transformou-se de uma hora para outra. “Meus valores, meus ideais, tudo mudou. Preservo apenas a minha personalidade. Tenho altos e baixos. Não sei de onde tiro forças para manter-me viva. Graças a meus amigos, à minha família e a Deus, começo e a sentir-me melhor. Mas é difícil. Não consigo deixar de pensar em Ayrton. Sinto-me vulnerável e triste.

De todas as manifestações de solidariedade, é a correspondência dos fãs do piloto a que mais conforto traz. “Estas cartas são fantásticas. Me dão forças para seguir em frente. Vêm de todos os lados, de todos os países. As pessoas não imaginam o quanto eu gosto de receber estas cartas e como faz bem poder relê-las. Me escrevem sobre Ayrton com tanto carinho... O apoio do empresário Antônio Carlos de Almeida Braga e de sua mulher, ‘verdadeiros amigos’, também tem sido fundamental.” Sem trabalhar desde que começou a namorar Senna, foi na casa deles em Sintra , Portugal, que Adriane se hospedou desde que perdeu o noivo. 

Jovem e bonita, Adriane sabe que precisa ser forte. “Ele não gostava de fraquezas. Aprendi com Ayrton à não ceder às facilidades. Isso e muito mais. Ele sempre repetia: “O que você semeia, você colhe.”” E, por maior que seja a sua dor, sabe também que precisa começar a semear um novo futuro. Voltar à carreira de manequim? Por enquanto, não. “Parei tudo por ele. Renunciei
à minha carreira para ficar sempre ao seu lado. Não quero mais me ver sorrindo numa capa de revista.” Enquanto busca reencontrar o equilíbrio, Adriane apela para as recordações. “Com Ayrton , vivi uma etapa maravilhosa da minha vida. Nós dois fomos realmente felizes. Lembro-me da emoção que tive quando fui, com ele, pela primeira vez a Mônaco. Também quando descobri a Hungria , o país de minha mãe. Eu e Senna fizemos uma viagem de férias a Bora Bora. Só nós dois. Foi magnífico. Houve também momentos bons quando nos encontramos no seu apartamento de São Paulo, ou na fazenda da família ou em sua propriedade de Angra dos Reis. Hoje, sou incapaz de voltar a esses lugares. Nem mesmo quero usar o carro que ele me deu.”


Quanto a um futuro casamento por hora, nem pensar. “Não me imagino ao lado de outro homem. Tenho 21 anos e seria tolo dizer que não pretendo refazer a minha vida. Sei que não serei uma eterna viúva. Mas, no momento, prefiro esperar. Ficar como estou, sozinha com meus pensamentos. Além disso, tenho certeza de que no futuro, quando estiver casada e com filhos, não passará um dia sequer sem que Ayrton me passe pela cabeça. Daqui a 60 anos, quando estiver bem velha, será tudo igual. Ayrton terá sido único em minha vida. Por isso, todas as noites peço a Deus que, ainda que eu tenha perdido o homem que amo, não me deixe perder as lembranças que conservo do tempo maravilhoso que vivemos juntos.”



FONTE PESQUISADA

Adriane Galisteu: Encontro marcado com a saudade. Manchete, Rio de Janeiro, ano 43, nº 2224, p. 4 – 7, 19 de novembro 1994.