domingo, 3 de novembro de 2019

Dirigentes omitiram morte de Ratzenberger


FLAVIO GOMES
DO ENVIADO ESPECIAL
São Paulo, quarta-feira, 4 de maio de 1994
Folha de São Paulo - folha.uol.com.br

Os dirigentes da Fórmula 1 omitiram deliberadamente a informação sobre o momento e local da morte do piloto austríaco Roland Ratzenberger, 31, ocorrida sábado nos treinos para o GP de San Marino, em Imola.

O resultado da autópsia realizada ontem no corpo do piloto não deixa dúvidas. Ratzenberger morreu com o impacto de seu carro no muro de concreto da curva Villeneuve, a mais de 300 km/h.


Segundo os médicos, em nenhum momento depois do choque Roland recobrou seus sinais vitais. As massagens cardíacas realizadas ainda na pista não tiveram efeito. Ratzenberger morreu no autódromo –clínica e legalmente, pela legislação italiana.


A FIA e a Foca omitiram essa informação. O corpo do piloto foi embarcado num helicóptero e transferido para o hospital Maggiore, de Bolonha.


O teatro incluiu massagens cardíacas no lado direito do peito de Roland. Oficialmente, ele morreu oito minutos depois de ser hospitalizado. Esse curto espaço de tempo, de certa forma, exime o hospital de uma suposta participação na farsa montada pelos dirigentes.


Oito minutos foi o tempo necessário para remover seu corpo do helicóptero, colocá-lo numa ambulância, levá-lo até a ala de traumatologia e subir de elevador até a unidade de reanimação.
Se fosse declarada sua morte no circuito, a Justiça Italiana interditaria imediatamente o autódromo para a abertura de inquérito.


A morte de Ratzenberger foi "transferida" para o hospital, livrando o GP da ameaça de suspensão. Se não tivesse sido enganada pela FIA e pela Foca, a Justiça da Itália poderia ter impedido a realização da prova que matou Ayrton Senna, 34, e feriu mais dez pessoas. Uma delas, um torcedor atingido por um pneu do carro de Pedro Lamy, está em coma.


(FG)



FONTE PESQUISADA


GOMES, Flávio. Dirigentes omitiram morte de Ratzenberger. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1994/5/04/esporte/4.html>. Acesso em: 03 de novembro 2019. 

F1 1993 - Brasil e Bélgica (Fotos)


Ayrton Senna comemora sua vitória no pódio.
GP do Brasil, Interlagos, 28 de março de 1993


Campeonato: Fórmula 1 1993 (Fórmula 1, 1993)

Evento: GP do Brasil
Data: domingo, 28 de março de 1993
Times: McLaren, Benetton
Fotógrafo: Sutton Images



Ayrton Senna celebrates his win on the podium.

Brazilian GP, Interlagos, 28 March 1993


Championship: Formula 1 1993 (Formula 1, 1993)

Event: Brazilian GP
Date taken: Sunday, March 28, 1993
Teams: McLaren , Benetton
Photographer: Sutton Images










Ayrton Senna (BRA) McLaren comemora sua vitória no pódio com Michael Schumacher (GER) Benetton no GP do Brasil, Interlagos, 28 de março de 1993



Campeonato: Fórmula 1 1993 (Fórmula 1, 1993)

Evento: GP do Brasil
Data: domingo, 28 de março de 1993
Times: McLaren, Benetton
Fotógrafo: Sutton Images



Ayrton Senna (BRA) McLaren celebrates his victory on the podium with Michael Schumacher (GER) Benetton at Brazilian GP, Interlagos, 28 March 1993



Championship: Formula 1 1993 (Formula 1, 1993)

Event: Brazilian GP
Date taken: Sunday, March 28, 1993
Teams: McLaren , Benetton
Photographer: Sutton Images







Ayrton Senna (BRA) McLaren MP4/8 lidera Michael Schumacher.

Grande Prêmio da Bélgica, Spa, 29 de agosto de 1993


Fotógrafo: Sutton Images




Ayrton Senna (BRA) McLaren MP4/8 leads Michael Schumacher.

Belgian Grand Prix, Spa, 29 August 1993


Photographer: Sutton Images







Ayrton Senna (BRA) McLaren MP4/8, 4º lugar.


Grande Prêmio da Bélgica, Spa, 29 de agosto de 1993



Fotógrafo: Sutton Images




Ayrton Senna (BRA) McLaren MP4/8, 4th place.



Belgian Grand Prix, Spa, 29 August 1993



Photographer: Sutton Images

Daqui a pouco! Entrevista de Roberto Cabrini sobre Ayrton Senna


Rádio Paiquerê

O jornalista está lançando um novo livro chamado "No Rastro da Notícia" onde ele contará histórias sobre suas grandes entrevistas e coberturas dentre elas Ayrton Senna


Ouçam! Não perca!

Adriane Galisteu divulgando seu livro no Grande Prêmio da Austrália de 1994 (Foto)


A belíssima Adriane Galisteu no Grande Prêmio da Austrália de Fórmula 1 para divulgar seu livro em inglês "My life with Ayrton" em 1994

sábado, 2 de novembro de 2019

F1 1992 - Inglaterra, Espanha e Canadá (Fotos)


Ayrton Senna (BRA) McLaren se prepara para a qualificação.
Campeonato Mundial de Fórmula 1, Rd9, Grande Prêmio da Inglaterra, Silverstone, 12 de julho de 1992.

Data: domingo, 12 de julho de 1992
Localização: Silverstone, Reino Unido
Fotógrafo: Sutton Images


Ayrton Senna (BRA) McLaren prepares to qualify.
Formula One World Championship, Rd9, British Grand Prix, Silverstone, 12 July 1992.

Date taken: Sunday, July 12, 1992
Location: Silverstone, United Kingdom
Photographer: Sutton Images



O aposentado da corrida Ayrton Senna (BRA) McLaren Honda MP4/7A, assiste Nigel Mansell (GBR), Williams Renault FW14B, a caminho da vitória.
Campeonato Mundial de Fórmula 1, Rd9, Grande Prêmio da Inglaterra, Silverstone, 12 de julho de 1992.

Localização: Silverstone, Reino Unido
Fotógrafo: Sutton Images


Race retiree Ayrton Senna (BRA) McLaren Honda MP4/7A, watches Nigel Mansell (GBR), Williams Renault FW14B, on his way to victory.
Formula One World Championship, Rd9, British Grand Prix, Silverstone, 12 July 1992.

Location: Silverstone, United Kingdom
Photographer: Sutton Images




Ayrton Senna (BRA) McLaren MP4/6B saiu da corrida faltando apenas 3 voltas para o final.
Grande Prêmio da Espanha, Barcelona, 3 de maio de 1992

Fotógrafo: Sutton Images


Ayrton Senna (BRA) McLaren MP4/6B span out of the race with only 3 laps to the finish.
Spanish Grand Prix, Barcelona, 3 May 1992

Photographer: Sutton Images





Ayrton Senna (BRA) McLaren MP4/7A se retirou com um problema elétrico.
Grande Prêmio do Canadá, Montreal, 14 de junho de 1992

Fotógrafo: Sutton Images


Ayrton Senna (BRA) McLaren MP4/7A retired with an electrical problem.
Canadian Grand Prix, Montreal, 14 June 1992

Photographer: Sutton Images





Ayrton Senna (BRA) McLaren MP4/7A

Grande Prêmio do Canadá, Montreal, 14 de junho de 1992

Fotógrafo: Sutton Images


Ayrton Senna (BRA) McLaren MP4/7A, DNF
Canadian Grand Prix, Montreal, 14 June 1992

Photographer: Sutton Images

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Morte de Senna foi instantânea, segundo conclusão da autópsia


FLAVIO GOMES
ENVIADO ESPECIAL A BOLONHA
São Paulo, quarta-feira, 4 de maio de 1994
Folha de São Paulo

Ayrton Senna teve morte cerebral instantânea no acidente de domingo em Imola, na sétima volta do GP de San Marino de F-1.

Essa foi a conclusão dos legistas que ontem fizeram a autópsia no corpo do brasileiro, piloto da equipe Williams. Os dirigentes da F-1 souberam que ele havia morrido antes de reiniciar a corrida, meia hora depois do acidente.


Quando o piloto foi retirado do carro, já não tinha mais pulsação e a circulação sanguínea estava praticamente interrompida.


A batida no muro, às 14h12 locais, provocou fraturas múltiplas na base do crânio, grave insuficiência respiratória, afundamento frontal, ruptura da artéria temporal e hemorragia nas vias aéreas.


Segundo o médico Giovanni Gordini, da unidade de reanimação do hospital Maggiore, de Bolonha, Senna chegou do circuito às 14h44 com o coração batendo com o auxílio de equipamentos.


Legalmente, o piloto não deixou a pista morto, porque não era possível avaliar no circuito se havia morte cerebral.


Na Itália, uma pessoa só é considerada legalmente morta quando há morte cerebral –indicada por um eletroencefalograma (espécie de exame) plano.


Sua "morte legal" só ocorreu às 18h42. Mas desde o impacto já não havia a menor chance de sobreviver.


O médico-chefe da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), Sid Watkins, avisou pelo rádio que Senna estava morto ao presidente da Foca (Associação dos Construtores de F-1), Bernie Ecclestone.


Leonardo Senna, irmão do piloto, Celso Lemos, diretor das empresas de Senna no Brasil, e Beatrice Assumpção, sua assessora de imprensa, foram até a torre de controle. Bernie os levou para o motorhome (caminhão) da Foca.


Entrou com Leonardo, que fala mal inglês, e Beatrice. Disse ao irmão de Senna para "esperar o pior". "Ele está morto. Mas nós só vamos anunciar isso quando ele chegar ao hospital." Leonardo começou a chorar na hora.


Martin Whitaker, assessor de imprensa da FIA, tentou consertar o estrago. Bernie disse, em inglês: "He is dead". Whitaker se apressou em reformular a sentença dizendo que a palavra era "head" (cabeça) e não "dead".


Daí o primeiro comunicado oficial, afirmando que o piloto tinha sofrido "contusões na cabeça".


Beatrice relatou o diálogo em um longo telefonema para o escritório de Senna em São Paulo.


A atitude de Ecclestone tem uma explicação financeiro-jurídica. Se os dirigentes admitissem que ele estava morto no autódromo, a corrida não poderia ser reiniciada.


Era prejuízo na certa, diante dos patrocinadores e das emissoras de TV que transmitiam o GP. As leis italianas obrigam a imediata interdição dos locais onde acontecem mortes em acidentes.


No sábado, acontecera o mesmo com Roland Ratzenberger, piloto austríaco da Simtek. A autópsia feita ontem concluiu que ele morreu instantaneamente na batida no muro da curva Villeneuve.


Em nenhum momento, segundo os legistas, foi trazido de volta à vida com massagens cardíacas ou aparelhos, como Senna. Saiu do circuito morto e foi dado como tal oito minutos depois de chegar no hospital. Se fosse informada disso, a Justiça Italiana poderia impedir a realização da corrida.




FONTE PESQUISADA


GOMES, Flávio. Morte de Senna foi instantânea, segundo conclusão da autópsia. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1994/5/04/esporte/2.html>. Acesso em: 01 de novembro 2019. 

F1 1991 - Hungria, França e Espanha (Fotos)


O vencedor da corrida Ayrton Senna comemora no pódio.
Grande Prêmio da Hungria, Hungaroring, 11 de agosto de 1991

Data: domingo, 11 de agosto de 1991
Localidade: Hungaroring, Hungria
Fotógrafo: Sutton Images


Race winner Ayrton Senna celebrates on the podium.
Hungarian Grand Prix, Hungaroring, 11 August 1991

Date taken: Sunday, August 11, 1991
Location: Hungaroring, Hungary
Photographer: Sutton Images




O pódio (da esquerda para a direita): Alain Prost (FRA) Williams em segundo; Jean Marie Balestre, Presidente da FISA; Nigel Mansell (GBR) Williams, vencedor da corrida; O presidente francês François Mitterand; Ayrton Senna (BRA) McLaren (obscurecido).
Grande Prêmio da França, Magny-Cours, 7 de julho de 1991.

Data: domingo, 07 de julho de 1991
Fotógrafo: Sutton Images


The podium (L to R): Alain Prost (FRA) Williams second; Jean Marie Balestre President FISA; Nigel Mansell (GBR) Williams race winner; French President Francois Mitterand; Ayrton Senna (BRA) McLaren (obscured).
French Grand Prix, Magny-Cours, 7 July 1991.

Date taken: Sunday, July 07, 1991
Photographer: Sutton Images




Ayrton Senna (BRA) McLaren MP4/6, se prepara no grid.
Grande Prêmio da Espanha, Barcelona, 29 de setembro de 1991

Fotógrafo: Sutton Images


Ayrton Senna (BRA) McLaren MP4/6, prepares on the grid.
Spanish Grand Prix, Barcelona, 29 September 1991

Photographer: Sutton Images







Ayrton Senna (BRA) McLaren MP4/6, 5º lugar.
Grande Prêmio da Espanha, Barcelona, 29 de setembro de 1991

Fotógrafo: Sutton Images


Ayrton Senna (BRA) McLaren MP4/6, 5th place.
Spanish Grand Prix, Barcelona, 29 September 1991

Photographer: Sutton Images